Os textos foram selecionados para deleite tendo como inspiração
as vivências no campo, datas comemorativas e valores universais. No primeiro
encontro um vídeo com imagens rurais de Porto Seguro serviu de fundo para
a música Canção da Terra, interpretada
pelo grupo O Teatro Mágico, nos encontros seguintes frases, músicas e poemas diversos foram utilizados, sendo que em alguns momentos os docentes se responsabilizaram
pela escolha.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
A EDUCAÇÃO DO CAMPO E O PNAIC
A Educação do Campo conta com uma Direção Geral e Coordenação que
atende 36 escolas na Secretária Municipal de Educação. Diretamente
atua em 12 escolas, e indiretamente em outras 24, as quais possuem diretores e
coordenações específicas que atuam nos prédios escolares, sem porém, perder o
elo com a Secretaria.
O Município possui em seu território
particularidades que dão a cada unidade escolar características ímpares:
assim, encontramos escolas em
assentamentos do MST, em associações de trabalhadores rurais, fazendas,
povoados... As quais estão intimamente ligadas ao cotidiano das comunidades
onde estão inseridas. Algumas distantes,
em locais de difícil acesso,outras mais próximas à sede. O atendimento é
feito em visitas presenciais ou por telefone, internet e encontros de
capacitação, onde são discutidas propostas, ações, formas de avaliação e
aspectos administrativos necessários ao bom funcionamento das unidades.
Destacam-se nessas áreas e o plantio de café,
aroeira, mamão, coco, cupuaçu, eucalipto, hortaliças... em grandes e médias
propriedades ou em sítios nos quais desenvolve-se a agricultura familiar. O ambiente é de muito verde, e , apesar do
processo feroz de destruição ambiental ocorrido nas ultimas décadas, ainda impera
a beleza da Mata Atlântica e de áreas de restinga.
O trabalho dos professores é
diferenciado. Há um olhar
específico para os saberes do campo, com
uma proposta educacional pautada em valores universais, sem , porém, afastar-se
da realidade local. Programas voltados para a formação docente foram
implantados nos últimos anos e atualmente o PNAIC procura desenvolver temáticas
que favoreçam a compreensão e o desenvolvimento de ações educacionais efetivas.
O
Programa Nacional para a Alfabetização na Idade Certa, PNAIC, está “a
todo vapor”. Professores e professoras participam da formação continuada com, o
objetivo de aprimorar as habilidades
pedagógicas a serem desenvolvidas nas salas de aula,em busca da excelência no
processo de alfabetização. As capacitações ocorrem mensalmente e contam com a
participação da grande maioria dos docentes que atendem aos três primeiros anos
do Ensino Fundamental e classes multisseriadas. As atividades acontecem aos
sábados no Colégio Municipal de Porto Seguro, quando todos se unem em prol das
ações propostas pelo Pacto e buscam por meio de
relatos de experiências próprias, solucionar as demandas que surgem nas
salas de aula, relativas ao processo de alfabetização.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Semeando Conhecimentos...
A Secretaria Municipal de Educação e as
Escolas do Campo em Porto Seguro começaram uma nova jornada. Um novo tempo
repleto de desafios e
novidades. Nos sítios, nas roças,
fazendas projetos e assentamentos do Município um efetivo de 5.386 alunos e 203 profissionais se unem em torno de
objetivos comuns voltados à sistematização do conhecimento e o tratamento de
informações, com vistas, entre diversas
ações, à promoção do Pacto pela Alfabetização na Idade Certa. Certamente, todos terão
muito a caminhar para que ao
final do ano letivo os objetivos
educacionais pelos quais tanto se
empenham sejam plenamente alcançados, contribuindo assim para a formação cidadã das
nossas crianças, jovens e adultos .
Mas de que forma alcançaremos os
objetivos diante de um processo educacional tão complexo
e cheio de particularidades como
o apresentado nas áreas rurais?
Todos os anos buscamos o êxito e a excelência em nossos planejamentos,
contudo, muitas vezes nos deparamos com situações e dificuldades que nos levam a pensar sobre as nossas práticas
diárias e no processo educacional no qual estamos inseridos.
Pensar no processo educacional não é
,certamente, uma tarefa fácil; afinal
nele estão reunidos diversos sujeitos
em situações muitas vezes diversas.
Nas áreas rurais recorrendo ao campo das analogias poderemos observá-lo
como em um ciclo de produção agrícola no
qual os alunos são como sementes, a escola a terra, o funcionalismo :
agricultores e o conhecimento o conjunto
de nutrientes responsáveis pelo o crescimento pleno dos galhos e folhas que comporão árvores frondosas capazes de
produzir novos frutos.
Os alunos, como as sementes estão prontos
para brotar, crescer e criar raízes fortes. Assim, é importante o empenho de todos para o preparo da terra, ou
seja: organizar o ambiente escolar tanto em seus aspectos físicos quanto
administrativos e pedagógicos para dessa
forma proporcionar ao alunado um ambiente adequado , dando inicio a semeadura:
uma tarefa por vezes difícil, mas que certamente com união e entusiasmo de todos será plenamente cumprida. Do empenho docente
no preparo da terra e no regar cotidiano dependerá o eclodir da semente . Afinal o funcionamento
pleno de uma escola e consequentemente
de uma proposta educacional / sucesso do alunado só se revela quando há
em todos os campos um olhar responsável
, “mãos” com vontade de produzir e principalmente cumplicidade .
Cumplicidade! União em torno de uma proposta
pedagógica que contemple a escola enquanto instituição formadora e a
comunidade escolar como elemento primordial no processo educacional. Cumplicidade tal qual a que se revela
entre terra a semente e o agricultor.
Afinal, assim como nas relações do campo, tanto no Pacto Pela Alfabetização na Idade Certa, quanto na Educação como um todo “colhemos o que
plantamos.”
sábado, 5 de outubro de 2013
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
VARAL POÉTICO
VARAL POÉTICO
DESCOBRINDO TALENTOS...
Detrás da minha casa
Tem um pé de coco seco
Minha mãe não quer que case
Com o homem dos quartos secos.
Joseane Ponçada
Terra de areia
Noite onde se vê a Lua cheia
Com sua jokana na areia
Brilham raios
Na areia deitar
Olhar estrelas
Blusa quente
Ver a gente pisar na areia
Cantar o vento
Jogar o tempo,
Deitar
Na areia aquecer o sentimento
José
Conceição
Queria ser passarinho
Nem que fosse sanhaço
Pra fazer o meu ninho
Na voltinha do seu braço
Iramaia
Canoa
Flutua em belas águas
Senti r seu balanço correr
Voar sem balsar
Sentar em árvores belas
Berçar em água verde,
Salina quente
Molha a gente
Ventos que balanças
Suas velas
Que lindas caravelas
MOMENTOS DE ESTUDOS e REFLEXÕES
Educação Escolar Indígena e o PNAIC
A educação escolar indígena é uma
modalidade de ensino alicerçada em um novo paradigma educacional de respeito à
interculturalidade, ao multilinguísmo e à etnicidade, garantindo assim a
diferença e a alteridade cultural, assim como, a conquista da autonomia
socioeconômica do povo Pataxó.
No município de Porto Seguro, a educação escolar indígena é de competência municipal. Formada por 14 escolas e 03
extensões, atende 1800 alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, possuindo escolas multisseriadas e seriadas espalhadas em um raio de 180 km, que vão desde a divisa com Itamaraju, passando pelos povoados de Montinho e Monte Pascoal e municípios de Itabela e Eunápolis até a divisa com Santa Cruz de Cabrália.
No município de Porto Seguro, a educação escolar indígena é de competência municipal. Formada por 14 escolas e 03
extensões, atende 1800 alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, possuindo escolas multisseriadas e seriadas espalhadas em um raio de 180 km, que vão desde a divisa com Itamaraju, passando pelos povoados de Montinho e Monte Pascoal e municípios de Itabela e Eunápolis até a divisa com Santa Cruz de Cabrália.
Fazem parte do
PNAIC todos os 40 professores que atuam nas escolas indígenas do 1° ao 3° ano,
multisseriadas e seriadas, inclusive professores de cultura e língua indígena,
por se tratar de uma educação bilíngüe.
Para as escolas indígenas do
município, participar do PNAIC significa assumir a responsabilidade de
alfabetizar até os oito anos de idade e de desenvolver competências do
ponto de vista científico- metodológico que assegurem a oferta de uma educação
de qualidade aos povos indígenas e proporcionem acesso aos conhecimentos
universais a partir da valorização de sua língua materna e saberes
tradicionais; promover a garantia do princípio da dignidade da pessoa humana;
formar professores indígenas, membros de suas respectivas etnias para que
assumam a docência das escolas em suas terras.
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